“Se tu conheceras...” (Jo 4.10)
Neste fim de semana que comemoramos o natal queremos lembrar a palavra de Jesus a mulher samaritana, quando ela ironiza o fato de Jesus ser homem e Judeu e precisar de um favor de uma mulher e, ainda, samaritana (4.9).
Em sua resposta a ela no v. 10 destaca duas verdades que queremos apresentar nesta meditação: 1. Deus é bom – 2. Quem é Jesus?
1. DEUS É BOM: A palavra dom tem significado de dádiva, presente, e revela a bondade de Deus, infinita e incondicional. Esta verdade contrasta com a rivalidade entre judeus e samaritanos; o preconceito machista que menosprezava a mulher e a dureza espiritual de corações que afirmavam que pecadores não poderiam aproximar-se de Deus. O amor de Deus não cede a rivalidade, não se submete aos preconceitos e não rejeita os pecadores. É isto que ele afirma a mulher – se tu conheceras a bondade de Deus sua sede seria saciada!
Se conhecêssemos a bondade de Deus (o Pai) saberíamos que o “que não poupou seu próprio filho por amor de nós...” (Rm 8.31), não nos negará nada do que precisarmos, saberíamos que por causa de sua misericórdia e “do grande amor com nos amou...” (Ef 2.4) é que recebemos a redenção e a vida eterna, e nossa sede seria totalmente saciada!
Diferente de toda a concepção humana que encarcera Jesus em seus conceitos e preconceitos, ele se apresenta acolhedor, amável e profundo no contato com a samaritana. À medida que a conversa entre eles se desenvolve ela vai tratando-o de forma diferente, assim podemos perceber que vai tendo uma percepção clara de quem é o que fala com ela. O que nos conduz a segunda verdade.
2. QUEM É JESUS: Num primeiro momento ela o vê apenas como um homem judeu, uma ameaça, um inimigo (v.9); depois ela já o chama de Senhor (v.11) – no grego kirios, que indica supremacia e autoridade – talvez ela ainda use o termo com ironia, mas depois já com entendimento de que ele tem algo de especial (v.19), quando o reconhece também como Profeta – alguém que prevê e vê coisas ocultas ou que fala com inspiração do alto – ela estava descobrindo quem é Jesus; no final desta revelação ela vai ao âmago da questão sobre quem ele é, e usa os termos Messias, e Cristo e, surpreendentemente, Jesus confirma que é ele. Clara e plenamente ele diz, “Eu o sou, eu que falo contigo” (v.26). Eu Senhor, Eu profeta, Eu Messias. Se conhecêssemos a Jesus em sua plenitude saberíamos que como Senhor ele tem o controle soberano e supremo de todas as coisas, nada foge ao seu domínio e ele tem autoridade sobre toda e qualquer circunstância; como profeta saberíamos que tem sempre a resposta, a palavra, a orientação e a revelação plena para nossas vidas, e saberíamos que como Cristo, saciou todas as nossas necessidades espirituais, nos deu a maior de todas as dádivas e nos reconciliou com o Pai livrando-nos da condenação e nos concedendo a vida eterna, e toda a nossa sede, nesta vida e na eterna seria saciada!
Que neste tempo de natal e expectativa de um novo ano possamos nos aprofundar na revelação do amor e da bondade de Deus e no conhecimento de que é o nosso Jesus e, assim, saciarmos a sede e os anseios de nossa alma descansando nele e a ele confiando inteiramente nossos projetos e necessidades.
Que em 2012 estas duas verdades norteiem a nossa caminhada!
Miss. Mirtes